Para quem diz que "filho não vem com manual." Dicas de mães sobre quase tudo. Diversão, alimentação, educação, vestuário.... a complexidade do assunto traz uma lista sem fim de assuntos a serem tratados.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
15 restaurantes para levar as crianças
SÃO PAULO
Chácara Santa Cecília
Se os seus filhos adoram entrar em contato com a natureza, o Chácara Santa Cecília é ideal para um almoço no fim de semana. A casa é um oásis verde no meio de São Paulo! Isso porque, além de restaurante, o local também é reserva ecológica - e a garotada vai encontrar um laguinho com tartarugas e carpas e um bosque com plantas nativas da flora paulistana. No almoço, há um buffet diversificado com feijoada, estrogonofe, peixes, massas, carnes e saladas. E não vão faltar atividades para as crianças: há um espaço com programação a cargo da Casa do Brincar, com um tema diferente a cada fim de semana.
Serviço
Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 601, Pinheiros.
Telefone: (11) 3034-6251
Site: www.chacarasantacecilia.com.br
Praça São Lourenço
Cercado por árvores frondosas, o Praça São Lourenço tem espaço de sobra para as crianças se divertirem. Além de pátio, minilago e casa na árvore, os pequenos também têm monitores à disposição para entretê-los, com brincadeiras, karaokê e vídeos. No fim de semana, o almoço é em esquema de buffet completo com opções variadas e há um cardápio especial para as crianças – a cascata de chocolate é adorada pelos pequenos. À noite, os pratos são à la carte. E se o seu filho se sujar ou se molhar no lago, não tem problema: o restaurante oferece um kit banho com camiseta e toalha.
Serviço
Endereço: Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia.
Telefone: (11) 3053-9300
Site: www.pracasaolourenco.com.br
Bravo! Pizza Bar
Na sua casa domingo é dia de pizza? Então pode levar os pequenos sem medo para o Bravo! Pizza Bar. Por lá, os pais podem relaxar um pouquinho enquanto os filhos se divertem em um espaço especialmente feito para eles, com direito a brinquedão, DVDs e lápis de cor para desenhar. O restaurante disponibiliza pizzas brotinho para crianças até 12 anos nos sabores muçarela, calabresa, portuguesa e milho com catupiry.
Serviço
Endereço: Avenida Iraí, 516, Moema.
Telefone: (11) 2339-2334
Site: www.bravopizzabar.com.br
RIO DE JANEIRO
Prado Grill
O restaurante tem ares de casa de fazenda e um grande salão onde os clientes degustam cortes especiais com o ancho Red Angus (contra-filé de 400 gramas tipicamente argentino) e a picanha uruguaia. Há ainda peixes e frangos. Mas não é só o cardápio que enche os olhos. É possível ocupar mesas na varanda da casa e assistir aos cavalos do Jockey Clube se exercitando – as crianças vão adorar!
Serviço
Endereço: Praça Santos Dummont, 31, Gávea.
Telefone: (21) 2512-2247
Site: www.pradogrill.com.br
Johnnie Pepper
A lanchonete serve carnes e hamburgueres suculentos. Para os pais, há pratos como o Neverlamb, paleta de cordeiro marinada que serve duas pessoas, e a Baby Back Ribs, costeletas de porco defumadas e cobertas por molho barbecue. Os pequenos têm um cardápio próprio com sugestões como Mac&Cheese, fetuccine ao creme de leite com queijo derretido, e o 3 Little Kings, minicheeseburgueres com molho barbecue acompanhados de batata sorriso. O Johnnie Pepper tem também o Kids Place, espaço infantil com jogos e recreadores.
Serviço
Endereço: Via Parque Shopping – Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca.
Telefone: (21) 2421-9786
Site: www.johnniepepper.com.br
CURITIBA
Churrascaria Andaluz
Para quem gosta de carne, a Churrascaria Andaluz é um prato cheio com seu rodízio de picanhas, alcatras, linguiças e costelas. Além dos cortes tradicionais, a casa oferece massas, acompanhamentos e buffet de salada com sushi. As crianças podem se divertir em uma sala com monitores e brinquedos educativos – e, se quiserem, também podem comer por lá. Há ainda um banheiro exclusivo para os pequenos.
Serviço
Endereço: Av. Martim Afonso, 700, Mercês.
Telefone: (41) 3322-8000
Site: www.andaluzchurrascaria.com.br
Bistrozinho Comidinhas Divertidas
Este restaurante é totalmente dedicado às crianças. Em um ambiente charmoso e colorido, a meninada pode se acomodar em uma das mesinhas do jardim e escolher um dos pratos do cardápio pensado para agradar pais e filhos – por isso, cada sugestão é servida em versão adulta ou infantil, como é o caso da salada hortinha e do ravioli com recheio de queijo da canastra e coberto por molho de tomate. Além de se deliciarem com as comidas, os pequenos são estimulados a brincar muito à mesa. Por isso, recebem um jogo americano com bonecos de papel para destacar e vestir, podem montar a palavra “bem-vindo” com os pãezinhos do couvert e enrolar os próprios brigadeiros.
Serviço
Endereço: Alameda Presidente Taunay, 543, Batel.
Telefone: (41) 3018-3034
Site: www.blogbistrozinho.blogspot.com.br
PORTO ALEGRE
Dado Garden Grill
O restaurante fica na praça de alimentação do Shopping Praia de Belas e tem buffet com pratos variados durante todos os dias da semana. Aos sábados e domingos há saladas, sushis, grelhados, massas e saladas, além do balcão de sobremesas. Para as crianças, menu especial e os pequenos entre 0 e 4 anos não pagam nada. Há também um espaço kids com computadores, livros, horta artificial e salão de beleza.
Serviço
Endereço: Avenida Praia de Belas, 1181, 1º andar.
Telefone: (51) 3233-0696
Site: www.dadobier.com.br/
Iaiá Bistrô
No Iaiá Bistrô só há espaço para a boa comida brasileira. O restaurante tem um jeitão de casa de fazenda e serve pratos cheios de fartura. Destaque para o caldinho de camarão e o filé de peixe com recheio de farofa de camarão acompanhado de banana empanada no coco, sugestões do chef. A criançada se distrai na brinquedoteca cheia de jogos, brinquedos e material para colorir – até a parede pode ser rabiscada!
Serviço
Endereço: Rua Chavantes, 636, Vila Assunção.
Telefone: (51) 3222-0098
Site: www.iaiabistro.com.br/
BELO HORIZONTE
Bar do Ganso
Ir ao Instituto Inhotim, próximo a Belo Horizonte, é um ótimo programa para a família. Afinal, é uma delícia passar um dia de sol andando pelos jardins e pavilhões de arte contemporânea do museu, que tem obras de importantes artistas brasileiros, como Hélio Oiticica, Adriana Varejão e Cildo Meireles. Além disso, há várias opções de alimentação para as crianças, que vão desde um balcão que serve cachorro-quente até bares e restaurantes. O Bar do Ganso, por exemplo, serve pratos especiais para a meninada, como o filé, arroz e feijão.
Serviço
Endereço: Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho.
Telefone: (31) 3571-9700
Site: www.inhotim.org.br
FLORIANÓPOLIS
Barracuda Grill
Com um menu repleto de frutos do mar, o Barracuda Grill é famoso por suas sequências. A “Barracuda” alimenta bem de dois a três adultos e é composta por bolinho de bacalhau, bolinho de peixe, casquinha de siri, camarões em várias versões (ao bafo, alho e óleo e à milanesa) e filés linguado ou congrio com molho de camarões. Para acompanhar, arroz, pirão, salada e batata frita. Se o seu filho não for lá muito fã de frutos do mar, não tem problema. No cardápio infantil há escalope de filé mignon e filé de frango. A brinquedoteca do restaurante é uma boa opção para entreter os pequenos.
Serviço
Endereço: Avenida das Rendeiras, 1562, Lagoa da Conceição.
Telefone: (48) 3232-5301
Site: www.barracudagrill.com.br
Ostradamus
Como o nome sugere, a especialidade da casa são as ostras, cultivadas pelo próprio restaurante na Fazenda Marinha Ostradamus, em Ribeirão da Ilha. Mas, como as crianças tendem a não gostar tanto assim de ostras, o restaurante criou o cardápio kids, que conta com o “Dedinho de Nemo”, composto por iscas de linguado acompanhadas por batata sorriso e arroz. Um aquário com peixinhos e tartarugas enfeita o salão e encanta a meninada. Fora isso, a paisagem é linda: há mesas em cima do trapiche e a praia está a alguns passos dali.
Serviço
Endereço: Rodovia Baldicero Filomeno, 7640, Freguesia do Ribeirão da Ilha.
Telefone: (48) 3337-5711
Site: www.ostradamus.com.br
BRASÍLIA
Bangalô Galeteria
Em Águas Claras, município próximo a Brasília, está localizada a Bangalô Galeteria, restaurante que serve galetinhos assados na brasa temperados com molho de ervas. Por lá, as crianças têm atendimento especial no espaço kids equipado com videogame, DVDs, playground, cavalinhos de balanço e pula-pula – as brincadeiras acontecem sob a supervisão de monitores.
Serviço
Endereço: Avenida Parque Águas Claras - Qd. 301 -Cj. 06 - Lt. 02.
Telefone: (61) 3047-2444
Site: www.bangalogaleteria.com.br
Rancho Canabrava
A especialidade da casa é a culinária mineira tradicional. Então, prepare-se para se deliciar com leitão a pururuca, frango ao molho pardo, tutu de feijão, doce de leite e compotas de frutas. Mas a diversão não se restringe à mesa. O restaurante fica localizado em uma fazenda com haras e turismo de aventura – dá para fazer aulas de equitação, arvorismo e trilha que passa no meio de várias propriedades rurais da região.
Serviço
Endereço: Chácara 46, Núcleo Rural Sobradinho I, a 25 km da Rodoviária do Plano Piloto.
Telefone: (61) 3591-1694
Site: www.ranchocanabrava.com.br
RECIFE
Parraxaxá
Em Boa Viagem, o restaurante Parraxaxá tem DNA nordestino, com cortinas de xita e cadeiras de cangaceiros. Pratos típicos, como carne de sol, queijo coalho, escondidinho de charque, baião de dois e bolo de rolo são parte do cardápio. Para as crianças, há um espaço com playground.
Endereço: Av. Fernando Simões Barbosa, 1200, Boa Viagem.
Telefone: (81) 3463-7874
Site: www.parraxaxa.com.br
Fonte: Revista Crescer
terça-feira, 24 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Muitas por Cris Guerra
Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.
Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte - mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.
Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.
Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho - alguém está?
Mente quem diz que mãe sente menos dor - pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê - ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar - cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. Como esse menino cresceu, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.
Já os filhos, ah
Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa - e mais urgente.
Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção.
Fonte: Revista Veja
Risco do uso do celular por crianças
Fiquei muito assustada com a matéria da Folha.com. A epidemiologista Devra Davis alerta para o risco de deixar crianças usarem o celular. O risco existe para nós adultos também, mas é maior em crianças que tem o crânio mais fino e por isso a radiação penetra mais facilmente.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Festa Lego
Meu filho vai fazer 9 anos e ainda não tinha postado a foto da festa dele de 8 anos. Para minha surpresa esse ano ele não quer festa... como assim? Fiquei arrasada mas acho que esse dia ia mesmo chegar. Nada que não possamos contornar com um plano B, ou seja, uma comemoração mais com a cara de um menino de 9 anos mas a vida merece ser celebrada e vamos festejar sim.
Etiquetas personalizadas
Vou falar de um produto que eu adoro. São as etiquetas personalizadas da Names2Glue. É lavável e excelente para colar em copos e talheres. Além disso eles oferecem uma gama de produtos úteis e interessantes. Etiquetas para identificar casacos, tags para mochilas, pulseiras de identificação e nessa copa bolaram tatuagens temporárias da Copa. Vale a pena conferir no site deles: http://www.names2glue.com.br/
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
terça-feira, 29 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
De onde vem os bebês
Para quem já está passando por esta fase... como eu, recomendo os vídeos dessa psicóloga. Tem muitos outros no canal dela no You Tube e tira muitas dúvidas que nós pais temos sobre vários assuntos.
terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O Melhor Brigadeiro do Mundo


Quem não gosta de brigadeiro? Uhn! pra presentear, para festejar, para dar carinho. Qualquer que seja o motivo o Melhor Brigadeiro do Mundo faz pra você. Com carinho, delicadeza e charme nas embalagens. Feitos pela minha talentosa amiga Renata Bueno.
Contato no Rio: (21)9522.7772 ou curta a página no Facebook para receber as novidades, ver os depoimentos e fotos. Recomendo!
domingo, 23 de junho de 2013
“Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado”.
O escritor Sergio Sinay, 66 anos, é um especialista em vínculos humanos. Sociólogo e jornalista, formou-se na Escola de Psicologia da Associação Gestáltica de Buenos Aires. Requisitado consultor sobre assuntos familiares e relações pessoais, tem vários livros publicados. O mais novo, Sociedade dos Filhos Órfãos, que acaba de sair em português (Editora BestSeller), é uma dura crítica ao modo de vida da atualidade, em que pais delegam a educação e a atenção aos filhos para babás, escolas e até para as novas tecnologias – como celular, televisão e computadores. Esse comportamento transmite aos filhos a noção errada de que basta ter dinheiro para encontrar quem se encarregue daquilo que nos cabe fazer, afirma Sinay, em seu livro.
Casado e pai de um jovem, Sinay diz que o amor é uma construção contínua que se fortalece diariamente com responsabilidade e comprometimento.
Há uma geração de filhos sem pais presentes nascendo ou ela sempre existiu?
SERGIO SINAY – Sempre houve pais que não assumem responsabilidades e sempre haverá. Mas nunca houve como hoje um fenômeno social tão amplo e profundo a ponto de criar uma geração de filhos órfãos de pais vivos. Pela primeira vez podemos dizer, infelizmente, que os filhos com pais presentes que cumprem suas funções são uma minoria.
Até que ponto a relação dos pais com os filhos reproduz um estilo de vida da atualidade?
Vivemos numa cultura do utilitarismo, em que se busca o material a qualquer preço e por qualquer caminho. As pessoas se medem pelo que possuem e não pelo que são. Os pais correm atrás do material e descuidam de seus filhos que, por sua vez, aprendem a valorizar apenas o bem material. Essa é a fórmula para criar filhos materialistas.
Em vários trechos do livro, o senhor diz estar convencido de que muita gente ficará irritada com o que está escrito. Por quê?
Porque muita gente não gosta de escutar ou ler o que precisa, apenas o que gosta. Os pais de filhos órfãos, em sua maioria, não admitem sua própria conduta e acreditam que ser pai e mãe consiste em comprar coisas para os filhos, matriculá-los em escolas caras, dar celulares e computadores modernos.
1- O senhor relaciona o fracasso dos pais na educação dos filhos ao medo que eles têm da reprovação infantil. De onde vem esse medo e como fugir dessa armadilha?
O medo vem de uma cultura que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Os pais tratam de comprar o amor dos filhos e temem que o cliente não esteja contente. O carinho dos filhos não se compra. Amor se constrói com presença, atitudes e assumindo a responsabilidade de liderar o caminho dessa vida em direção à autonomia. Para isso, há que se estabelecer limites, marcar as fronteiras, frustrar. Criar e educar é também frustrar, ensinar que nem tudo é possível. Só assim se ensina a escolher. E só quem escolhe pode ser livre. Os pais, no entanto, têm medo de não ser simpáticos, então se esquecem de ser pais, que é o que os filhos precisam.
2-Ao se referir ao modelo do passado, em que as mães eram o retrato do sacrifício, e os pais, da disciplina ainda que com distância emocional, o senhor diz que todos sabiam seu papel, algo não acontece hoje. Aquele modo de educar era de alguma forma melhor?
Aquele modo de educar tinha muitas limitações e era muito rígido em muitos aspectos. Mas se sabia claramente quem eram os pais e quem eram os filhos. Os pais não tinham medo de atuar como pais, ainda que às vezes cometessem excessos em sua autoridade. Mas é sempre mais fácil corrigir um excesso do que superar uma ausência. Alguém pode mudar um modelo pobre ou insuficiente. Muito mais grave é não ter modelo.
3-Ao abordar o problema de jovens envolvidos com drogas e violência, o senhor diz que a solução é os pais terem mais controle sobre o que eles fazem e onde vão. Como não resvalar para a superproteção?
A infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos. Se os pais pegam no leme do barco, e realizam esse trabalho com amor, ao fim da adolescência, seus filhos serão pessoas com ferramentas para caminhar pela vida. Terão muito por aprender ainda, mas terão boas bases e um bom sistema imunológico contra os principais perigos sociais. Os limites do controle vão mudando com a idade dos filhos e vão se flexibilizando até desaparecer por completo. Para saber quando e como modificá-los, há que estar presente.
4-Ao propor que os pais busquem interagir com outros pais para a realização de programas em comum e conversas que afinem experiências e atitudes, o senhor está sugerindo que educar é, de alguma forma, uma obra coletiva?
Educar é uma missão intransferível de quem, biologicamente ou por adoção, criou um vínculo de maternidade e paternidade. A responsabilidade é sempre individual. Conversar com outros pais e empreender projetos comuns, ajuda a afirmar a tarefa e permite a troca de experiências úteis.
5-Nas grandes cidades, em que muitos pais sequer comparecem às reuniões na escola, não é uma utopia propor essa interação entre os pais?
Sem utopias, não se avança. E se cruzarmos os braços, perdemos a batalha. Muitos casais responsáveis e amorosos se sentem sozinhos, não concordam com o que vêem outros pais fazendo e seguem adiante com suas convicções. Por isso, há que falar e propôr interação, dizer a eles “vocês estão num bom caminho”, compartilhem isso. Quando esses pais começarem a falar descobrirão que muita gente pensa assim também, mas estava em silêncio.
É o caso de uma família evitar certos círculos de pessoas e lugares, e até cidades, se achar que a vida do filho está indo pelo caminho errado?
Não se pode ter medo de tomar decisões, dizer não, proibir certas relações perigosas. Os filhos vão protestar, tentarão transgredir. Isso não é um problema, é parte do processo. Os filhos sempre buscarão transgredir para crescer. O problema é quando os pais viram o rosto, olham para o outro lado, não estabelecem limites ou têm medo dos filhos. Ser pai com amor e presença não significa converter-se em uma pessoa simpática, em um animador de televisão. Às vezes, há que se tomar medidas duras.
6-O senhor diz que muitos pais usam a suposta importância da qualidade do tempo ao lado do filho para justificar a ausência. O que é qualidade de tempo com o filho, na sua opinião?
Não há qualidade sem quantidade. Em qualquer tarefa para alcançar qualidade é preciso tempo, compromisso, dedicação. O famoso “tempo de qualidade” de que falam muitos pais – e que inclusive tem o apoio de pediatras e psicólogos infantis – é uma desculpa para que os pais não se sintam culpados. Os pais são adultos e um adulto sabe que na vida não se pode tudo. Há que optar. Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado. O “tempo de qualidade” são cinco minutos nos quais os pais culpados dão tudo aos filhos para evitar o conflito. Isso faz muito mal aos filhos. Se não há tempo, não há qualidade. E se não há tempo para os filhos, é preciso pensar antes de se tornar pais. Depois é tarde.
Mas muitos pais não escolhem seus horários, o tempo que perdem no trânsito e, por falta de opção, ficam menos com os filhos do que gostariam. O senhor não acha que os filhos aprendem a diferenciar os pais que nunca estão porque não querem dos pais que não estão porque não podem?
A responsabilidade de ser pais nos obriga a fazer escolhas. É verdade que os pais são demandados por muitas atividades. Mas eu pergunto “são todas obrigatórias?”. Muitas vezes, trabalha-se demais para pagar o que não é necessário. Ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades. É uma oportunidade para aprender a diferenciar o que a publicidade vende do que realmente precisamos. Tudo que requer nosso tempo é imprescindível? Podemos trabalhar menos enquanto criamos os filhos pequenos? É possível dividir melhor o tempo entre pais e mães? Por que tem que ser sempre a mãe a que duplica suas tarefas? Por que podemos dizer “não” ao tempo que nossos filhos exigem de nós em vez de dizer “não” aos outros? Se os pais têm sempre tempo para suas obrigações e nunca para seus filhos, os filhos aprendem que essas outras coisas (trabalho, reuniões, encontros sociais, esportes etc) são mais importantes do que eles porque nunca podem ser adiados. Não é obrigação dos filhos compreender os pais (ainda mais quando são pequenos). É obrigação dos pais atender às necessidades dos filhos.Por isso é preciso pensar antes de ser tornar pai e mãe.
7-O senhor critica também a estratégia de entreter as crianças com DVDs em viagens para elas ficarem quietas. Vemos esse comportamento da não-interação se estendendo à mesa de restaurantes, festas.
Onde está o erro dessa atitude?
Ser pai e mãe é um trabalho. Não se pode delegar esse trabalho às novas tecnologias. Essas tecnologias muitas vezes nos conectam mas nos tornam incomunicáveis. Isso se vê especialmente nas famílias, onde todos têm celulares e computadores, mas não mantêm diálogos nem proximidade.
8-O senhor diz que escola não educa, ensina. O que não se deve esperar da escola?
Educar é transmitir valores por atitudes, vivendo os valores que pregamos. Educar é ensinar que as pessoas são o fim, e não o meio, algo que se passa por vínculos. Educar é transmitir a certeza de que cada vida tem um sentido e há que viver a busca desse sentido. Isso é educar, é o que fazem os pais com presença, ações e condutas. A escola é a grande socializadora que ensina a viver a diversidade e a respeitá-la, que treina habilidades para viver e atuar no mundo, que dá informação vital sobre esse mundo e que é uma ponte para ele. A escola e os pais são sócios, não podem se separar, nem se enfrentar. Tem que atuar de um modo cooperativo. Os filhos são alunos da escola, não clientes. A escola não é um parque de diversões, nem creche, nem shopping. A escola não pode fazer a vez do pai e da mãe. Os pais não podem pedir à escola que ocupe o lugar que eles deixam vago. Pais que não respeitam as escolas ensinam seus filhos a não respeitar as instituições.
9-Que mensagem o senhor daria para os pais que, sem perceber, estão deixando os filhos de lado acreditando estarem fazendo a coisa certa?
Eu os recordaria que ser pai e mãe foi uma escolha. Em pleno século 21, quem não quer ter filhos não tem, de modo que não há desculpas. Quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. E diria que só há uma maneira de aprender a ser pai e mãe: convivendo com os filhos, estando presentes em suas vidas, errar, pedir desculpas, reparar o erro e seguir adiante, sempre com responsabilidade e presença.
10-Em seu livro, o senhor deixa claro que educar é um processo contínuo que exige envolvimento e dá trabalho, mas é fato que muita gente opta por soluções fáceis. Que soluções fáceis devem ser postas de lado?
Filhos não vêm com manual de instruções. Cada filho é uma pessoa única. Por isso não há soluções fáceis nem receitas. Nossos filhos nos ensinam a ser pais. Querer que um pediatra, um professor, um psicólogo, a televisão, a internet, uma babá, os avós ou a escola se encarregue dos filhos é buscar uma solução fácil. Pais que procuram esse tipo de solução provam que o problema são eles, e não os filhos. Os filhos nunca são o problema. O grande e maior problema (vício em drogas, alcoolismo, violência juvenil, acidentes de carro, comportamento de risco, doenças novas como obesidade infantil ou déficit de atenção, entre outros) não está nos filhos, nas crianças ou nos adolescentes. Estão nos pais.
11-É possível impor limites sem ser chato?
Aquele que impõe limites não recebe sorrisos nem aplausos, mas assume responsabilidades e logo colherá frutos.
O senhor afirma que o amor é uma construção. O senhor acredita em amor incondicional?
Como bem dizia Alice Miller, uma extraordinária psicóloga suíça que morreu no ano passado, aos 83 anos, e era uma grande defensora dos filhos, o único amor incondicional que existe é dos filhos para os pais. As crianças precisam muito mais dos pais: para crescer, ser guiadas, ter proteção, ser alimentadas, receber valores e, sobretudo, ser amadas. Os filhos não precisam provar seu amor aos pais, mas se os pais amam seus filhos devem dar a eles provas desse amor, acompanhando seu crescimento, transmitindo-lhes valores, colocando limites, frustrando quando necessário, oferecendo um modelo de vida que faça sentido. Sem isso, o amor será apenas palavras.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
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